Solventes

Acetona
Indicador Biológico de Exposição: Acetona urinária (Acet-U)
Coleta: Uma amostra de urina pré jornada e outra pós jornada de trabalho (20 mL cada) coletadas após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Congelador, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 50 mg/L
Método analítico: Cromatografia a gás (CG)
Observações: Diabéticos descompensados podem excretar altas quantidades de acetona na urina.

Benzeno
Indicador Biológico de Exposição: Ácido trans-trans-mucônico urinário (Mucon)
Coleta: Uma amostra de urina pós jornada de trabalho (20 mL) coletada após no mínimo dois dias seguidos de exposição5.
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: até 0,5 mg/g de creatinina
I.B.M.P.: Não contemplado na NR 7. (Veja Portaria nº 34 de 20-12-2001)
O valor de 1,6 mg/g de creatinina correlaciona-se com uma exposição ocupacional a 1 ppm de benzeno.
Método analítico: Cromatografia líquida de alto desempenho (HPLC)
Observações:
1. o sorbitol, um aditivo de alimentos, pode provocar uma discreta interferência, que é minimizada coletando a urina no final da jornada de trabalho;
2. o hábito do tabagismo também pode aumentar a concentração urinária do ácido trans-trans mucônico;
3. os valores de referência habitualmente já contemplam essas interferências;
4. o ácido trans-trans mucônico urinário é recomendado como indicador biológico para exposição à baixas concentrações de benzeno.
5. a portaria 34 de 20-12-2001 recomenda a coleta da urina a partir do terceiro dia seguido de exposição.

Diclorometano
Indicador Biológico de Exposição: Carboxihemoglobina sangüínea (COHb)
Coleta: Uma amostra de sangue heparinizado pré jornada e outra pós jornada de trabalho (2 mL cada) coletadas após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Geladeira 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: até 1,0 % (não fumantes)
I.B.M.P.: 3,5 % (não fumantes)
Método analítico: Espectrofotometria visível
Observações:
1. A maior fonte de interferência deste I.B.E. é o tabagismo. Fumantes podem atingir valores de até 15%.
2. Conquanto o Quadro I da NR-7 estabelece como deve ser feita a coleta de sangue, para essa determinação, a TOXIKÓN recomenda aos seus clientes, seguindo as recentes e atuais recomendações internacionais, colher sangue heparinizado no final da jornada de trabalho para não fumantes, reservando a realização de duas coletas (pré e pós jornada) apenas para fumantes.
3. A exposição combinada a alguns álcoois e tolueno inibe a biotransformação do DCM em monóxido de carbono levando a níveis de carboxihemoglobina inferiores aos esperados considerando os níveis de exposição.

Dimetilformamida
Indicador Biológico de Exposição: N-Metilformamida urinária (NMF)
Coleta: Uma amostra de urina pós jornada de trabalho (20 mL) coletada após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 40 mg/g de creatinina
Método analítico: Cromatografia a gás
Observações: Este agente químico é facilmente absorvido através da pele.

Dissulfeto de Carbono
Indicador Biológico de Exposição: Ácido 2-tio-tiazolidina 4-carboxílico urinário (TTCA)
Coleta: Uma amostra de urina pós jornada de trabalho (20 mL) coletada após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 5 mg/g de creatinina
Método analítico: Cromatografia líquida de alto desempenho (HPLC)
Observações: Este I.B.E. substitui com vantagens o teste de iôdo-azida, que foi abandonado. É mais específico e correlaciona-se melhor com a exposição.

Estireno
Indicador Biológico de Exposição: Ácido mandélico urinário (Mandel)
Coleta: Uma amostra de urina pós jornada de trabalho (20 mL) coletada após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 0,8 g/g de creatinina
Método analítico: Cromatografia líquida de alto desempenho (HPLC)
Observações: Deve ser evitada a ingestão de bebida alcoólica nas 24 horas que antecedem a coleta.

Estireno
Indicador Biológico de Exposição: Ácido fenilglioxílico urinário (Gliox)
Coleta: Uma amostra de urina pós jornada de trabalho (20 mL) coletada após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 240 mg/g de creatinina
Método analítico: Cromatografia líquida de alto desempenho (HPLC)
Observações: Deve ser evitada a ingestão de bebida alcoólica nas 24 horas que antecedem a coleta.

Etanol
Indicador Biológico de Exposição: Etanol sangüíneo (EtOH-S)
Coleta: Uma amostra de sangue heparinizado pós jornada de trabalho (2 mL). Não utilizar álcool na assepsia do antebraço para a punção venosa, utilizar sabão neutro ou solução de Dakin.
Conservação: Geladeira a 4ºC em frasco bem vedado, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: N.R.
Método analítico: Cromatografia a gás
Observações:
1. Esta determinação é realizada principalmente para verificar o consumo de álcool, sendo a coleta, neste caso, realizada no momento oportuno.
2. Embora o I.B.M.P. deste agente não esteja estabelecido, podemos basear a interpretação de resultados nos valores estabelecidos nas regulamentações de trânsito que definem limites de alcoolemia para a condução de veículos automotores com segurança. O Código de Trânsito Brasileiro (Jan/98) adota o limite de 0,6 g/L. A resolução 476-74 do CONTRAN adotava o valor de 0,8 g/L.
3. A ingestão voluntária de etanol deve ser investigada e descartada antes da utilização desta determinação com vistas à monitorização da exposição ocupacional.
4. A determinação de etanol pode também ser realizada em soro, plasma ou urina.

Etanol
Indicador Biológico de Exposição: Etanol urinário (EtOH-U)
Coleta: Uma amostra de urina pós jornada de trabalho (20 mL)
Conservação: Congelador, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: N.R.
Método analítico: Cromatografia a gás
Observações:
1. Esta determinação é realizada principalmente para verificar o consumo de álcool, sendo a coleta, neste caso, realizada no momento oportuno.
2. A ingestão voluntária de etanol deve ser investigada e descartada antes da utilização desta determinação com vistas à monitorização da exposição ocupacional.
3. A determinação de etanol pode também ser realizada em sangue, soro ou plasma.

Etilbenzeno
Indicador Biológico de Exposição: Ácido mandélico urinário (Mandel)
Coleta: Uma amostra de urina pós jornada de trabalho (20 mL) coletada no último dia da semana de trabalho.
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 1,5 g/g de creatinina
Método analítico: Cromatografia líquida de alto desempenho (HPLC)
Observações: Deve ser evitada a ingestão de bebida alcoólica nas 24 horas que antecedem a coleta.

Isopropanol
Indicador Biológico de Exposição: Acetona urinária (Acet-U)
Coleta: Uma amostra de urina pré jornada e outra pós jornada de trabalho (20 mL cada) coletadas após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Congelador, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 50 mg/L (DFG - BAT)
Método analítico: Cromatografia a gás (CG)
Observações: Diabéticos descompensados podem excretar altas quantidades de acetona na urina.

Metanol
Indicador Biológico de Exposição: Metanol urinário (MetOH-U)
Coleta: Uma amostra de urina pré jornada e outra pós jornada de trabalho (20 mL cada) coletadas após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Congelador, por até 5 dias.
V.R.: até 5 mg/L
I.B.M.P.: 15 mg/L
Método analítico: Cromatografia a gás

Metiletilcetona (MEK)
Indicador Biológico de Exposição: Metiletilcetona urinária (MEK-U)
Coleta: Uma amostra de urina pós jornada de trabalho (20 mL) coletada após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Congelador, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 2 mg/L
Método analítico: Cromatografia a gás

Metilisobutilcetona (MIBK)
Indicador Biológico de Exposição: Metilisobutilcetona urinária (MIBK-U)
Coleta: Uma amostra de urina pós jornada de trabalho (20 mL) coletada após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 2 mg/L
Método analítico: Cromatografia a gás

Metil n-butilcetona
Indicador Biológico de Exposição: 2,5-hexanodiona (acetonilacetona) urinária (Hex-U)
Coleta: Uma amostra de urina pré jornada e outra pós jornada de trabalho (20 mL cada) coletadas após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 2 mg/g de creatinina no início da jornada e 4 mg/g de creatinina no final (LTI - VBA)
Método analítico: Cromatografia a gás

n-Hexano
Indicador Biológico de Exposição: 2,5-hexanodiona (acetonilacetona) urinária (Hex-U)
Coleta: Uma amostra de urina pós jornada de trabalho (20 mL) coletada após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 5 mg/g de creatinina
Método analítico: Cromatografia a gás

Nitrobenzeno
Indicador Biológico de Exposição: Metemoglobina sangüínea (MEHb)
Coleta: Uma amostra de sangue heparinizado pré jornada e outra pós jornada de trabalho (2 mL cada) coletadas após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Geladeira a 4ºC. Enviar para o laboratório no prazo máximo de 24 horas após a coleta.
V.R.: até 2 %
I.B.M.P.: 5 %
Método analítico: Espectrofotometria visível
Observações:
1. Após a coleta, existe uma tendência natural de aumento da metemoglobina na amostra. Daí a importância de remetê-la imediatamente ao laboratório para a realização da análise.
2. Conquanto o Quadro I da NR-7 estabelece como deve ser feita a coleta de sangue, para essa determinação, a TOXIKÓN recomenda aos seus clientes, seguindo as recentes e atuais recomendações internacionais, colher sangue heparinizado no final da jornada de trabalho.

Tetracloroetileno
Indicador Biológico de Exposição: Ácido tricloroacético urinário (TCA)
Coleta: Uma amostra de urina pré jornada (20 mL) coletada no último dia da semana de trabalho (Quadro I da NR-7).
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 3,5 mg/g de creatinina
Método analítico: Espectrofotometria visível
Observações: De acordo com a recomendação da ACGIH, deve-se coletar a amostra de urina pós jornada no último dia da semana de trabalho.

Tolueno
Indicador Biológico de Exposição: Ácido hipúrico urinário (Hip)
Coleta: Uma amostra de urina pré jornada e outra pós jornada de trabalho (20 mL cada) coletadas após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: até 1,5 g/g de creatinina
I.B.M.P.: 2,5 g/g de creatinina
Método analítico: Cromatografia líquida de alto desempenho (HPLC)
Observações: Dietas ricas em alimentos contendo ácido benzóico (ou precursores desta substância como o ácido quínico) podem elevar os valores do ácido hipúrico urinário.

Tricloroetano
Indicador Biológico de Exposição: Triclorocompostos totais urinários (TCC)
Coleta: Uma amostra de urina pós jornada (20 mL) coletada no último dia da semana de trabalho.
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 40 mg/g de creatinina
Método analítico: Espectrofotometria visível

Tricloroetileno
Indicador Biológico de Exposição: Triclorocompostos totais urinários (TCC)
Coleta: Uma amostra de urina pós jornada (20 mL) coletada no último dia da semana de trabalho.
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 300 mg/g de creatinina
Método analítico: Espectrofotometria visível

Xileno
Indicador Biológico de Exposição: Ácido Metilhipúrico urinário (Methip)
Coleta: Uma amostra de urina pós jornada (20 mL) coletada após no mínimo dois dias seguidos de exposição.
Conservação: Geladeira a 4ºC, por até 5 dias.
V.R.: N.R.
I.B.M.P.: 1,5 g/g de creatinina
Método analítico: Cromatografia líquida de alto desempenho (HPLC)